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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Com X ou com CH?

O uso correto da letra x e do dígrafo ch é, para muitas pessoas, uma desconfortável “dor de cabeça”. A gramática, contudo, oferece algumas dicas que, embora não tragam a “cura” completa, pelo menos aliviam o “desconforto”. Observe:
Com exceção do verbo recauchutar e seus derivados, sempre depois de ditongo (grupo de duas vogais pronunciadas numa só sílaba) emprega-se a letra x. Exemplos: baixo, caixa, frouxo, rouxinol etc. Exemplos da Bíblia: “E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe” (Jn. 2:1). / “Não na paixão de concupiscência” (1 Ts. 4:5a);
Depois de en, faz-se uso do x. Exemplos: enxergar, enxugar, enxada, enxaqueca, enxame, enxotar, enxerido, enxame etc. Exemplos da Bíblia: “Dirás pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado” (Rm. 11:19). / “Eis que a face da terra estava enxuta” (Gn. 8:13b). Contudo, se a palavra primitiva (de origem) for grafada com ch, as que dela derivarem serão igualmente grafadas com ch. Exemplos: charco – encharcar, cheio – encher, chiqueiro - enchiqueirar, chapéu - enchapelar etc.;
Depois de me (inicial) normalmente emprega-se letra x. Exemplos: mexer, mexicano, mexilhão etc. Exemplo da Bíblia: “Não andarás como mexeriqueiro entre os teus povos” (Lv. 19:16a);
Emprega-se o x nas palavras de origem indígenas, africanas e algumas línguas exóticas. Exemplos: xavante, xingar, abacaxi, xará, xiquexique etc.;
Nas palavras inglesas e espanholas (aportuguesadas) emprega-se igualmente o x. Exemplos: xampu, Xangai, xerox ou xérox, xelim, lagartixa, perrexil etc.
Grafa-se também com x as seguintes palavras: bruxa, caxumba, faxina, laxante, relaxar, rixa, roxo, xadrez, xale, xarope, xaveco, xaxim, xerife, xícara, xodó etc.
Entre outras, grafa-se com ch as seguintes palavras: apetrecho, bicho, chalé, chaleira, chaminé, charlatão, cheque, chope, choupana, chute, chuva, cochilo, debochar, fachada, guincho, mochila, pechincha, salsicha, sanduíche, tchau etc.

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É isso!

“Iguais mas diferentes”

Na Língua Portuguesa existem várias palavras que, embora tenham grafias diferentes, possuem significados idênticos. Eis alguns exemplos: abdome/abdômen, aluguel/aluguer, arrebentar/rebentar, aspecto/aspeto, assoalho/soalho, cãibra/câimbra, coisa/cousa, covarde/cobarde, cuspe/cuspo, derrubar/derribar, diferençar/diferenciar, dois/dous, entoação/entonação, flauta/frauta, flecha/frecha, floco/froco, germe/gérmen, imundícia/imundície, labareda/lavareda, louça/loiça, loura/loira, maquilagem/maquiagem, passarinho/passarim, ranger/rangir, rastro/rasto, soprar/assoprar, taberna/taverna, voar/avoar, voleibol/volibol etc.

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É isso!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por que SUAVIZAR é com Z e PARALISAR é com S?

A regra é muito simples. Veja:
São escritos com z os verbos que se originam de palavras que não apresentam s na sílaba final. Por exemplo: su-a-ve (que não tem s na última sílaba) dá origem ao verbo suavizar (com sufixo izar). Igualmente: agonia, agonizar; escândalo, escandalizar; legal, legalizar; responsável, responsabilizar etc. Exemplo da Bíblia: “E ainda que tivesse o dom de profecia...” / “Porque todos podereis profetizar” (1 Co. 13:2a e 14:31a). Ou seja: profecia (que não tem s na sílaba final) dá origem ao verbo profetizar (com z).
São grafados com s os verbos derivados de vocábulos que apresentam um s no fim da palavra. Por exemplo: pa-ra-li-si-a (que tem s no fim) dá origem ao verbo paralisar (com o sufixo isar). Igualmente: liso, alisar; parafuso, parafusar; pesquisa, pesquisar; revisão; revisar etc. Exemplo da Bíblia: “Fere o escarnecedor, e o simples tomará aviso” (Pv. 19:5a). / “E, vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo” (Ez. 33:3). Ou seja: aviso (que tem s na sílaba final) dá origem ao verbo avisar (com s).

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É isso!

É preciso seguir as regras gramaticais em NOMES PRÓPRIOS?

Os nomes próprios, como qualquer outra palavra do idioma, seguem - obrigatoriamente - as mesmas regras gramaticais. O nome César, por exemplo, de acordo com as normas ortográficas, sempre será escrito como uma palavra paroxítona, ou seja, aquela cuja sílaba tônica é a penúltima. Ainda segundo a regra, este mesmo nome sempre será escrito com s (César), e nunca com z (“Cézar”).

Veja alguns outros exemplos de nomes próprios na sua forma correta: Antônio ( e não “António”), Elisa (e não “Eliza), Isidoro (e não “Izidoro), Juçara (e não “Jussara”), Lisa (e não “Liza”), Luís (e não “Luiz”), Luzia (e não”Lusia”), Marisa (e não “Mariza”), Míriam (e não “Miriã), Natacha (e não “Natasha”), Rosângela (e não “Rozângela), Teresa (e não “Tereza”) etc.
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É isso!

terça-feira, 14 de junho de 2011

BELZEBÚ ou BELZEBU? Com acento ou sem acento?

Dica: nenhuma palavra oxítona (cuja sílaba tônica é a última) terminada em u ou us leva acento. Portanto, a grafia correta é: Belzebu (sem acento). Exemplo da Bíblia: “Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios” (Lc. 11:15b). Outros exemplos: angu, Bauru, Botucatu, caju, Itu, Pacaembu, Paiçandu, peru, Turiaçu, tabus, tatu, urubus, zulu etc.
Agora, se o u formar sílaba sozinho, então o acento será obrigatório. Por exemplo: baú, Camboriú, Eliú, Grajaú, Jaú, Tambaú etc. Exemplo da Bíblia: “Assim desprezou Esaú a sua primogenitura” (Gn. 25:34b).

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É isso!

Você bebe COCO gelado, CÔCO gelado ou COCÔ gelado?

Segundo a gramática, toda palavra paroxítona terminada em o não leva acento. Sendo assim, se você quer fazer o que diz a regra, então você deve beber apenas coco gelado (e não “côco gelado” ou “cocô gelado”).
Não custa lembrar que a palavra usada para designar os sedimentos fecais (fezes) leva acento no último o. Assim: cocô.

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É isso!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

PIXARAM o portão ou PICHARAM o portão?

Se algum delinqüente praticou um ato desse tipo, o que ele fez foi pichar (com ch), que significa aplicar piche em, pintar com piche. Não existe “pixar” (com x).
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É isso!