quinta-feira, 16 de junho de 2011

O “dito cujo”

Segundo os gramáticos, o pronome relativo “cujo” somente deve ser usado quando relacionado a um antecedente, quando tiver um conseqüente e quando equivaler a “do qual, da qual, dos quais, das quais”. Exemplos da Bíblia: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”. / “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” . / Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados” (Sl. 32:1; 33:12; 84:5). / “Há uma geração cujos olhos são altivos” (Pv. 30:13). / “Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas e cujos pecados são cobertos” (Rm. 4:7).
Caso o verbo da oração exija preposição, esta deverá preceder o pronome cujo. Exemplos: Os profetas de cujas profecias discordamos (discordar de). / A cidade por cujos portões passaram (passar por). / Terrível é o homem em cujo coração habita o mal (habitar em).
Ainda sob o cujo, não se deve usar artigo entre ele e seu conseqüente. Por exemplo: Império babilônico, cuja lei era rigorosíssima (e não: “cuja a lei...”).

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É isso!

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